DOCE DOCE

20-06-2024

Ao chegar a São Tomé, o turista é cercado por "bandos" de crianças com o discurso na ponta da língua: "Doce, doce, doce!" Não obtendo o doce pretendido, pedem lápis, borrachas, cadernos… ultimamente dinheiro, provocando cada vez mais o abandono escolar.

O "paraíso intocado", só poderá permanecer assim se os turistas que o visitam tiverem uma atitude responsável perante a natureza e as suas gentes. Até porque, muitas vezes, na ânsia de quererem o bem, acabam por trazer e fazer o mal.
A verdade é que, com esse comportamento, apenas estão a habituá-las a mendigar, como se isso fosse a resolução dos seus problemas, com a agravante, no caso dos doces, de o fazerem num país sem oferta de saúde dentária.

É normal que as pessoas tenham o impulso de ajudar. Mas se tiverem algo para dar, é melhor que o entreguem às instituições que trabalham no terreno.
O doar não deveria ser um acto altruísta onde o ego fica fora da equação, sem registos fotográficos nas redes sociais, respeitando a identidade da criança?

Não se compram sorrisos com doces.

As crianças sorriem por simpatia natural, não à espera de recompensa. É bom que assim permaneçam.

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